FUNDAÇÂO 

 

     A República Maracangalha foi fundada em 10 de outubro de 1955, em uma casa de grande valor histórico, no centro de Ouro Preto, adquirida de tradicional família da cidade, através de liberação de recursos feita pelo saudoso presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

     Velho anseio dos estudantes da escola de farmácia, o sonho de instalar a república em um imóvel próprio se tornou realidade graças ao grande mineiro, que em visita à cidade, como governador do estado, em 1953, recebeu uma comitiva do diretório acadêmico daquela escola e autorizou a compra da casa da Rua do Ouvidor, 129. A aquisição foi feita em 1955.

     Entre as singularidades que cercam a história da república, vale lembrar que ela é uma das mais antigas residências de estudantes em Ouro Preto, tendo recebido esse nome em homenagem a uma canção de Dorival Caymmi que fazia grande sucesso na época.

     Consoante com a tendência democrática que norteia as moradias estudantis de Ouro Preto, os primeiros moradores da Maracangalha foram escolhidos por sorteio, entre todos os estudantes da Escola de Farmácia em 1955. Deste sorteio ficaram excluídos os membros do DA, preservando-se, dessa forma, o espírito republicano.

     Fundada originalmente para estudantes de Farmácia a Maraca como é carinhosamente chamada passou no ano de 2010 a receber alunos de todos os cursos da UFOP. Em todo esse tempo de existência, já acolheu mais de duzentos alunos, das mais diversas regiões do Brasil.

O MENINO

     Uma das mais intrigantes histórias que cerca a república é a de um quadro de um menino pregado à parede. Reza a lenda que o “menino” teria ficado sozinho no casarão isolado, depois que seus pais morreram de tuberculose. Como a família estava doente, a casa foi lacrada no início do século 20 e seus moradores colocados em quarentena. Ninguém entrava nem saía. A comida era colocada por uma pequena fenda na janela.

     Com o tempo, a doença matou os pais dele e o menino teria ficado sozinho. Quando o agente de saúde viu que o prato não voltava imaginou que o menino também tinha morrido. Só que tempos depois, quando entraram na casa, apenas os corpos dos pais foram encontrados. O “menino” nunca mais foi visto, nem vivo, nem morto.

     E a única lembrança que se tem dele é um quadro na parede, lá um rosto estampado em uma fotografia retocada com pintura, sem data nem identificação. Louro magro, aparentando não ter mais do que dez anos. Pintado na mesma técnica usada por Da Vinci na 'Monalisa', a perspectiva, os olhos do menino parecem acompanhar os moradores por todo o segundo andar.

Telefone: (22) 99895-1006

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